criança ansiosa
ansiedade infantil

Você conhece alguma criança ansiosa? É comum que crianças e adolescentes apresentem sintomas de ansiedade e  medo hora ou outra. As exigências acadêmicas e o excesso de estímulos de curto prazo como telas geram pressão e angustia durante o seu desenvolvimento.

 

Sintomas Fisiológicos

É comum que os jovens apresentes sintomas físicos como inquietação ou desconforto com o próprio corpo. Com isso, é possível apresentar também sudorese (suor excessivo), tontura, vertigem, tensão muscular, desconforto na região do estomago, coração acelerado e irregularidades intestinais.

É importante lembrar que, antes de considerar que tais sintomas sejam relacionados a ansiedade, seja feito um exame médico para descartar demais doenças.

 

Sintomas no Humor

Em primeiro lugar, apontamos que os sintomas de humor apresentam-se de três formas: ansiedade, preocupação e medo.

Dessa forma, a preocupação trata-se de operações mentais ligadas a evitação comportamental de situações relacionadas a ameaça.

Por outro lado, o medo se trata de uma preparação para dar uma resposta de luta ou fuga.

A ansiedade, por sua vez, representa um preocupação psicológica que não está ligada a um perigo presente.

 

Sintomas comportamentais

Inicialmente, estes sintomas são geralmente os mais fáceis dos pais perceberem, já que atua diretamente em como as crianças agem. Por exemplo, a evitação é bastante comum.

Com isso, a evitação pode trazer dois problemas:

  1. A criança já não consegue mais evitar tudo que a traz ansiedade ou medo;
  2. Ou porque a evitação já gerou custos enormes, como a criança não conseguir ir a aula, sair de casa ou ficar longe dos pais.

Além disso, existem outros sintomas comportamentais como:

  • roer unha ou morder cabelo
  • hipervigilancia: ficar o tempo todo checando se seus pais estão em casa ou se as janelas estão fechadas.
  • compulsão: comer em excesso, relatar que está constantemente com fome, apenas para estar sempre mastigando algo.
  • irritação: demonstrar fortes comportamentos de birra frente ao enfrentamento dos pais.

 

Sintomas Cognitivos

Estes sintomas podem ser verificados por meio das falas da criança e mostram como a mesma tem interpretado e condicionado informações importantes. Pode se apresentar em frases como “e se a mamãe não voltar”, “e se eu esquecer minha fala?”, “algo de errado vai acontecer” ou “eu não consigo resolver sozinho”.

 

Testes e terapia

Conclui-se, então, dizendo que em uma postagem anterior compartilhamos uma triagem para verificar o nível de ansiedade de crianças adolescentes, que você pode acessar aqui

Além disso, se desejar realizar atendimentos virtuais para seu filho ou algum conhecido, entre em contato com a nossa equipe por aqui

 

Vantagens da psicoterapia

Dito isso, a psicoterapia infantil pode ser extremamente benéfica para crianças que sofrem de ansiedade. Algumas das vantagens específicas incluem:

  1. Aprendizagem de estratégias de enfrentamento: A terapia infantil pode ajudar a criança a aprender estratégias de enfrentamento eficazes para lidar com seus sintomas de ansiedade, como técnicas de relaxamento, exercícios de respiração e visualização positiva.
  2. Identificação e modificação de padrões de pensamento negativos: Crianças com ansiedade podem ter padrões de pensamento negativos e distorcidos que contribuem para seus sintomas. A terapia infantil pode ajudar a identificar esses padrões e ensinar a criança a modificar seus pensamentos para torná-los mais realistas e positivos.
  3. Redução do estresse: A terapia infantil pode ajudar a reduzir o estresse e a tensão emocional que podem contribuir para a ansiedade. A criança pode aprender habilidades de relaxamento e técnicas para gerenciar o estresse.
  4. Fortalecimento da autoestima: A terapia infantil pode ajudar a criança a desenvolver uma maior autoestima e confiança em suas habilidades para lidar com situações desafiadoras.
  5. Melhoria das relações sociais: A terapia infantil pode ajudar a criança a melhorar suas habilidades sociais e a se sentir mais à vontade em situações sociais, o que pode reduzir a ansiedade social.

 

Referência:

FRIEDBERG, Robert D.; MCCLURE, Jessica M. A Prática Clínica da Terapia Cognitiva com Crianças e Adolescentes-2. Artmed Editora, 2019.

 

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