O que é Mindfulness

O que é Mindfulness: Uma prática transformadora

Neste post, vamos explorar a história do mindfulness, as formas de prática e os benefícios que ela pode trazer para a sua vida.

A História do Mindfulness:

A história do mindfulness remonta há mais de dois mil anos, quando o Buda ensinou seus discípulos a prestarem atenção plena ao momento presente. Na época, o mindfulness era visto como uma forma de alcançar a iluminação e superar o sofrimento. Desde então, a prática do mindfulness se espalhou por diversas culturas e religiões, adquirindo diferentes formas e nomes.

Abaixo estão alguns dos autores mais influentes na área:

  1. Jon Kabat-Zinn – é considerado o pai da aplicação secular do mindfulness no Ocidente. Ele fundou a Clínica de Redução do Estresse no Centro Médico da Universidade de Massachusetts em 1979 e desenvolveu o programa de oito semanas chamado Mindfulness-Based Stress Reduction (MBSR).
  2. Mark Williams – é um psicólogo clínico e professor de psicologia na Universidade de Oxford. Ele é co-autor do livro “Mindfulness: A Practical Guide to Finding Peace in a Frantic World” e co-desenvolveu o programa Mindfulness-Based Cognitive Therapy (MBCT).
  3. Zindel Segal – é um psicólogo clínico e professor da Universidade de Toronto. Ele também co-desenvolveu o programa MBCT com Mark Williams e John Teasdale.
  4. Sharon Salzberg – é uma autora e professora de meditação que fundou o Insight Meditation Society em Barre, Massachusetts. Ela é autora de vários livros, incluindo “Real Happiness: The Power of Meditation” e “Lovingkindness: The Revolutionary Art of Happiness“.
  5. Ellen Langer – é uma psicóloga social da Universidade de Harvard que é conhecida por sua pesquisa sobre a atenção plena. Ela é autora de vários livros, incluindo “Mindfulness” e “Counterclockwise: Mindful Health and the Power of Possibility“.

Como dito acima, esses autores, entre muitos outros, contribuíram significativamente para o desenvolvimento e popularização da prática do mindfulness. Eles continuam a conduzir pesquisas inovadoras e a desenvolver programas de treinamento para ajudar as pessoas a cultivarem o bem-estar e a consciência plena em suas vidas cotidianas.

Benefícios do Mindfulness:

Os benefícios do mindfulness são muitos e variados. Estudos têm mostrado que a prática regular do mindfulness pode reduzir a ansiedade, a depressão, o estresse e a dor física. Além disso, pode melhorar a qualidade do sono, a concentração, a criatividade e a tomada de decisões.

Formas de Prática:

Uma das principais formas de prática do mindfulness é a meditação. Para meditar, basta encontrar um lugar tranquilo e confortável, sentar-se em posição confortável e concentrar-se na sua respiração. Dessa forma, a medida que você se concentra na respiração, pode notar os pensamentos que surgem na sua mente e deixá-los passar, sem julgá-los ou tentar suprimi-los.

Em resumo, com a prática regular, você pode desenvolver uma maior consciência e equilíbrio emocional.

Veja um passo a passo:

Você deve procurar manter o foco atencional em algo, como por exemplo, as sensações corporais ou a respiração. A atenção é mantida com facilidade por algum tempo, mas, eventualmente ocorre uma distração ou interrupção desse foco atencional e o indivíduo entra em divagação. Logo mais, ele percebe que está divagando e voluntariamente retorna sua atenção para o foco inicial. Esse ciclo irá repetir-se continuamente durante a prática da meditação.

À medida que essa atividade se repete ao longo do tempo, os estados de atenção começam a conseguir se manter por mais tempo, enquanto os períodos de divagação tendem a ser mais curtos.

Atividade cotidiana:

Outra forma de praticar o mindfulness é através de atividades cotidianas. Por exemplo, você pode prestar atenção aos seus sentidos enquanto come, saboreando cada mordida e apreciando os aromas e texturas dos alimentos. Pode também caminhar pela natureza, observando os detalhes do ambiente ao seu redor e apreciando a beleza da paisagem. Veja ideias:

  • Separe um momento para fechar os olhos ouvir os sons do ambiente. Observe o que ouve, um som após o outro, sem nomear cada um deles. Apenas se permita ouvir por alguns minutos.
  • Abra os olhos e permita que eles tenham uma visão de grande amplitude. Observe o que você vê, uma única coisa de cada vez em todos os seus detalhes, cores e texturas. Tente manter sua mente focada nisso Ela desviará, e você gentilmente a puxará de volta para o seu objetivo.
  • Fechando os olhos novamente, você vai focar sua atenção na textura e sensação das suas mãos tocando aonde estiverem. Oberve, após isso, seus pés e a roupa tocando seu corpo, um de cada vez.
  • Neste momento, erga a sua mão e toque seu nariz. Observe os aromas que se originam da sua pele. Lembre-se que o díficil não é fazer por alguns segundos, mas sim, manter esse estado mental e puxar sua mente com delicadeza de volta para a atividade, quando ela dispersar.
  • Observe se há algum gosto na sua boca, talvez remanescente da última coisa que você comeu ou bebeu.

 

Escute seu corpo:

Seu corpo pode lhe dizer muita coisa. Como um instrumento bem afinado, ele responde a emoções como surpresa, tensão, medo e felicidade, a uma cabeça cheia de pensamentos alegres ou preocupações. Estes sinais estão todos ali por uma razão. Ensinar alguma coisa sobre a experiência que está tendo, sobre seus limites e suas necessidades.

Apesar de recebermos a maioria destes sinais, nem sempre reagimos da maneira apropriada. Tendemos a não dar importância a sensações desconfortáveis ou pensamentos atribuindo juízo de valor ou agindo de uma determinada forma:

“Não chore; chorar é infantil” “O trabalho precisa ser feito, então vou continuar fazendo” Algumas vezes simplesmente os ignoramos: “Cansado? De jeito algum!”

Dessa forma, para nos livrarmos desta sensação horrível dentro de nós, começamos a buscar fugas — comer, compulsões, retrações, ou a mania de descontar as nossas emoções negativas em outra pessoa.

Ressaltamos que esses comportamentos, é claro, não oferecem solução real e duradoura. Na verdade, o problema tende a dobrar de tamanho: aquele sentimento desconfortável passa a vir acompanhado de hábitos pouco saudáveis e destrutivos.

Mindfulness ensina você a sair de sua cabeça para o corpo. Tirando umas férias curtas e prestando atenção a seu corpo, você perceberá que:

  • ainda está com raiva por causa de algo que disseram ontem;
  • não se sente seguro com um grupo de garotos em particular;
  • comeu demais;
  • se sente incrivelmente energizado ou cansado;
  • se sente triste;
  • precisa realmente ir ao banheiro, mas ainda não se deu a oportunidade de ir

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Conclusão:

Em resumo, o mindfulness é uma prática transformadora que pode melhorar a sua saúde mental e física.

Assim sendo, se você ainda não experimentou, vale a pena dedicar um tempo para explorar essa técnica. Portanto comece com pequenas doses diárias de prática e sinta os benefícios se acumulando ao longo do tempo.

Ficou com alguma dúvida ou gostaria de compartilhar sua experiência com o mindfulness? Deixe seu comentário abaixo!

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Escrito por Patricia Balem Moraes, Psicóloga Comportamental

Referências:

NEFF, Kristin; GERMER, Christopher. Manual de mindfulness e autocompaixão: um guia para construir forças internas e prosperar na arte de ser seu melhor amigo. Artmed Editora, 2019.

COSENZA, R. M. Neurociência e mindfulness: meditação, equilíbrio emocional e redução do estresse. Porto Alegre: Artmed, 2021.

SNEL, Eline. Quietinho feito um sapo: exercícios de meditação para crianças (e seus pais). Editora Rocco, 2016.

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